Em apenas dois anos de atividade, o Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto afirmou-se como uma plataforma estratégica para a profissionalização e internacionalização de jovens artistas, consolidando-se como um elo fundamental entre o talento emergente e o mercado de trabalho lírico global. Mais do que uma competição, o concurso distingue-se pela sua capacidade de gerar oportunidades concretas, permitindo aos cantores acumular experiência de palco, aceder a instituições de referência e assegurar uma transição sólida para carreiras profissionais sustentáveis.
O impacto deste trabalho de mediação artística tornou-se evidente através das conquistas alcançadas pelos seus participantes. Um dos marcos mais significativos foi a integração de Teresa Sales Rebordão no Opera Studio da Vienna Staatsoper, uma das academias líricas mais prestigiadas do mundo, após processo de audição. Em paralelo, a projeção internacional do concurso foi reforçada em Paris, aquando do lançamento da segunda edição do Cascais Ópera, com a realização de recitais na Embaixada de Portugal e no Centre Européen de Musique. Estes eventos contaram com a participação de Sílvia Sequeira, Anna Erokhina, Oleh Lebediev, Teresa Sales Rebordão e Haesu Kim, proporcionando uma exposição direta num dos principais eixos culturais europeus.
O impacto do Cascais Ópera estendeu-se também de forma significativa ao panorama musical nacional. Hae Kang, vencedor do Grand Prix Égide 2024, regressou a Portugal para inspirar os concorrentes da 2.ª edição do Cascais Ópera, tendo sido igualmente convidado, juntamente com Susana Vieira, para atuar no concerto de abertura do Cascais Ópera 2025. Simultaneamente, a concretização dos prémios em contrato da edição de 2024 traduziu-se em oportunidades profissionais concretas para vários laureados. Hae Kang foi convidado a atuar como solista no Concerto de Natal do Teatro Nacional de São Carlos, interpretando a Missa para a Noite de Natal, de Ponchielli. No mesmo contexto institucional, Sílvia Sequeira integrou o elenco da ópera Suor Angelica, no Teatro Nacional de São Carlos, reforçando a sua presença em palcos de elevada exigência artística. Constança Melo integrou a programação do Festival de Música de Mafra – Filipe de Sousa, enquanto Teresa Sales Rebordão participou no Festival Internacional de Música de Marvão, onde realizou dois recitais. Cláudia Anjos integrou o elenco na ópera Jenůfa, de Leoš Janáček, a convite do Teatro Nacional de São Carlos.
A diversidade de contextos de atuação proporcionados pelo concurso tem igualmente permitido aos artistas explorar novas experiências e cruzamentos com outras áreas artísticas, como ilustra a participação de Sílvia Sequeira e Viktor Aksentijevic no Festival Lumina, em Cascais.
Ainda em 2025, o Cascais Ópera reuniu ainda as duas vencedoras do Prémio do Público RTP, Sílvia Sequeira e Ana Rita Coelho, num Concerto Solidário de Verão, no Auditório da Senhora da Boa Nova, partilhando o palco com a Orquestra Sinfónica da Juventude de Macau e a Orquestra da Escola de Música do Colégio Moderno. Este encontro deu origem a um intercâmbio cultural de dimensão internacional, que se prolongou com a realização de dois concertos em Macau, no final de 2025 e início de 2026.
Através deste conjunto consistente de realizações, o Cascais Ópera confirma o seu propósito de ir além da atribuição de prémios, assumindo-se como um agente ativo no crescimento, na afirmação profissional e na projeção internacional dos jovens artistas que apoia.