Ana Rita Coelho
Grand Prix Égide + Contrato com Teatro Nacional de São Carlos + Prémio do Público
A segunda edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto consolidou o projeto como uma das mais promissoras plataformas para jovens talentos do canto lírico, com 340 candidaturas de 49 países.
O diretor artístico e conceituado barítono Sergei Leiferkus voltou a assumir a presidência do Júri Internacional, que integrou destacadas personalidades do mundo da ópera e foi criado um júri de seleção, júri de competição e um júri para o Prémio de palco.
A Final realizou-se no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, uma das salas mais prestigiadas da Europa, onde os finalistas foram acompanhados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, do Teatro Nacional de São Carlos, dirigidos pelo maestro Antonio Pirolli.
Entre as novidades desta edição destacou-se o Concerto de Semifinalistas, que proporcionou aos jovens intérpretes uma nova oportunidade de atuação e visibilidade.
O Cascais Ópera reforçou também a sua componente educativa, com a realização de um maior número de masterclasses orientadas por prestigiados artistas e professores internacionais.
A sustentabilidade e inclusão ganharam particular relevo nesta edição, através da transformação de materiais da primeira edição em novos produtos, em parceria com associações locais, e de projetos inovadores como o dos Sopradores de Imagens, que envolveram a comunidade e promoveram a ligação entre arte e território.
A edição de 2025 encerrou com um Concerto Solidário de Verão, reunindo o Grand-Prix Égide Ana Rita Coelho e Sílvia Sequeira, vencedora do 1.º Prémio Voz Feminina Teresa Berganza em 2024, num momento simbólico de celebração, partilha e continuidade.
O barítono Sergei Leiferkus é amplamente reconhecido como um dos mais prestigiados artistas da cena lírica mundial. A sua notável capacidade de expressar tanto a nobreza como a vilania tornou-o célebre em papéis como Scarpia (Tosca), Iago (Otello), Rangoni (Boris Godunov), Telramund (Lohengrin) e Alberich (O Anel dos Nibelungos). Apresentou-se nos mais importantes palcos internacionais, incluindo a Royal Opera House, Wiener Staatsoper, Deutsche Oper Berlin, Scala de Milão, Metropolitan Opera de Nova Iorque, Opéra Bastille de Paris, e em festivais como Salzburgo, Glyndebourne e Edimburgo.
O seu vasto repertório inclui cerca de 50 papéis, entre eles Eugene Onegin, Nabucco, Macbeth, Simon Boccanegra, Don Giovanni e Parsifal, com especial destaque para a música russa dos séculos XIX e XX. Recentemente, acrescentou ao repertório Lulu de Berg, A Raposinha Matreira de Janáček e obras contemporâneas de Peter Eötvös e Alexander Raskatov. No domínio sinfónico, atuou com as mais prestigiadas orquestras e maestros, como Abbado, Gergiev, Levine, Mehta e Muti, destacando-se nas Canções e Danças da Morte de Mussorgsky e na Sinfonia n.º 13 de Shostakovich. Atualmente, é Diretor Artístico do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em parceria com o pianista Adriano Jordão.
O soprano Anna Samuil é uma das mais requisitadas cantoras russas da sua geração e é solista do ‘ensemble’ da Ópera Estatal de Berlim desde 2004.
Após a estreia internacional, em 2003, como Violetta (Traviata) na Ópera de Berlim, a carreira de Anna Samuil expandiu-se a prestigiosos palcos mundiais, como Scala de Milão, Met de Nova Iorque, Ópera da Baviera, Semperoper Dresden, Ópera de Hamburgo, Valência, Lyon e Tóquio. Tem sido igualmente presença frequente em festivais, como Salzburgo, Aix-en-Provence, Glyndebourne, Verbier, Arena de Verona e Maggio Musicale Fiorentino.
A sua discografia (CD e DVD) inclui um ‘Eugene Onegin’ do Festival de Salzburgo, um ‘Don Giovanni’ de Glyndebourne, ‘O ouro do Reno’ e ‘O crepúsculo dos deuses’ do Scala e ‘O cavaleiro da rosa’ da Staatsoper de Berlim.
Em repertório de concerto, destacam-se um ‘Requiem de guerra’ de Britten e uma ‘Nona’ de Beethoven. Deste ano é ‘Il mondo felice’, homenagem a Maria Malibran com a sua irmã violinista Tatiana. Anna Samuil colaborou com maestros, como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Lorin Maazel, Antonio Pappano, Myung-whun Chung, Gustavo Dudamel, entre muitos outros. Encenadores marcantes na sua carreira foram, p. ex., Franco Zeffirelli, Peter Stein, Achim Freyer, Claus Guth, Jonathan Miller e Guy Cassiers. Ensina desde 2011 Canto na Escola Superior de Música Hanns Eisler, em Berlim.
Aleksandar Nikolić (n. 1983, Krusevac/Sérvia) é um dos mais activos encenadores de ópera e de teatro da Europa de Leste. Iniciou a sua carreira no mundo lírico em 2009, como pianista e, depois, como cenarista e figurinista no Teatro Nacional de Belgrado (divisão ópera). Desde 2018-19 colabora regularmente com o Teatro Nacional da Sérvia, em Novi Sad (o mais antigo do país).
Estudou Drama e Artes Audiovisuais na Faculdade de Artes Dramáticas da Universidade de Belgrado, História da Arte na Faculdade de Filosofia da mesma instituição e Cenografia no Politécnico de Belgrado. Também fez estudos de piano e de teoria musical. Apurou a sua preparação profissional em Brescia, Hannover e Salónica.
De 2015 a 2022 ministrou seminários no Instituto de Dança de Belgrado, abordando temas como ‘A encenação de ópera e de ballet’, ‘Anatomia de um libreto’ e ‘O encenador e a análise da música’.
Serviu como assistente de encenação para a 13.ª reposição da produção de Richard Eyre da ‘Traviata’ na Royal Opera House Covent Garden, em 2016. Desde 2016-17 é convidado regularmente para dar masterclasses (Belgrado, Boston, Itália, Jerusalém e Varna), centrando-se na interpretação musical e textual de óperas do repertório italiano e francês. Entre 2019 e 2023, foi Directo de Ópera Principal do Pequeno Teatro Dushko Radovic, em Belgrado, tendo levado à cena 22 diferentes produções.
Ivan van Kalmthout está ativo no mundo da ópera na Europa e além desde os anos 90. Promover e apoiar novos artistas sempre fez parte do seu percurso. Em março de 2026, lecionou um curso sobre desenvolvimento de carreira no Mozarteum, em Salzburg.
Durante o seu período como Diretor Artístico do Teatro Nacional de São Carlos (2023–2024), programou a Sinfonia n.º 8 de Mahler (que não era apresentada em Portugal há 33 anos) e uma produção de Jenůfa que obteve grande sucesso. Antes do TNSC, foi Diretor Geral da International Vocal Competition (IVC), em ’s-Hertogenbosch, nos Países Baixos. Entre os vencedores deste concurso destacam-se Thomas Hampson, Dame Sarah Connolly e Pretty Yende.
Tem vasta experiência na gestão de casas de ópera por toda a Europa. Foi Diretor Artístico interino do Gran Teatre del Liceu, em Barcelona (após 10 anos como Diretor Artístico adjunto). Foi também Diretor de Ópera na Staatsoper Unter den Linden, em Berlim, e Diretor de Operações na Staatsoper de Hamburgo. Iniciou a sua carreira na Vlaamse Opera, em Antuérpia/Gent, onde desempenhou, como última função, o cargo de Diretor de Casting.
Foi membro do júri de várias competições internacionais: na IVC (por duas vezes, antes de assumir a direção), na Competição Tchaikovsky, em Moscovo, na China International Singing Competition (2002), na Bulbul Opera Competition, em Baku (Azerbaijão, 2010), e na Marie Kraja International Singing Competition, em Tirana (Albânia, 2022). Foi também uma figura fundamental na criação do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em Lisboa, e integrará o júri da sua 3.ª edição em 2026. Em março, foi membro do júri da Seoul International Singing Competition, na Coreia.
O soprano Anna Samuil é uma das mais requisitadas cantoras russas da sua geração e é solista do ‘ensemble’ da Ópera Estatal de Berlim desde 2004.
Após a estreia internacional, em 2003, como Violetta (Traviata) na Ópera de Berlim, a carreira de Anna Samuil expandiu-se a prestigiosos palcos mundiais, como Scala de Milão, Met de Nova Iorque, Ópera da Baviera, Semperoper Dresden, Ópera de Hamburgo, Valência, Lyon e Tóquio. Tem sido igualmente presença frequente em festivais, como Salzburgo, Aix-en-Provence, Glyndebourne, Verbier, Arena de Verona e Maggio Musicale Fiorentino.
A sua discografia (CD e DVD) inclui um ‘Eugene Onegin’ do Festival de Salzburgo, um ‘Don Giovanni’ de Glyndebourne, ‘O ouro do Reno’ e ‘O crepúsculo dos deuses’ do Scala e ‘O cavaleiro da rosa’ da Staatsoper de Berlim.
Em repertório de concerto, destacam-se um ‘Requiem de guerra’ de Britten e uma ‘Nona’ de Beethoven. Deste ano é ‘Il mondo felice’, homenagem a Maria Malibran com a sua irmã violinista Tatiana. Anna Samuil colaborou com maestros, como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Lorin Maazel, Antonio Pappano, Myung-whun Chung, Gustavo Dudamel, entre muitos outros. Encenadores marcantes na sua carreira foram, p. ex., Franco Zeffirelli, Peter Stein, Achim Freyer, Claus Guth, Jonathan Miller e Guy Cassiers. Ensina desde 2011 Canto na Escola Superior de Música Hanns Eisler, em Berlim.
Natural de Roma, licenciou-se em piano, composição, música coral e direção de orquestra na Academia de Santa Cecília. Aperfeiçoou-se com Zoltán Peskó, Vladimir Delman e Rudolf Barshai, tendo conseguido o 3.º prémio no Concurso Arturo Toscanini de Parma. De 1995 a 2001, foi diretor musical no Teatro de Ópera de Ancara, ocupando, de 2001 a 2005, o mesmo cargo na Ópera Estatal de Istambul. Dos compromissos passados e mais recentes, destacam-se: Lucia di Lammermoor em Buenos Aires e Bari; La Gioconda em Santander; Andrea Chénier em Berlim e na Catânia; Macbeth em Lisboa; Aida em Copenhaga e Caracalla; Il trovatore, Anna Bolena e Ernani na Catânia; Tosca em Florença e Bari; Turandot em Copenhaga, Verona e Catânia; Aroldo em Bilbau; Il barbiere di Siviglia em Tóquio, Valência e Verona; Carmen em Copenhaga e Avenches; Faust em Tóquio e Santander; Un ballo in maschera em Salerno e Lisboa; Madama Butterfly em Ancona; Medea no circuito As.Li.Co.; Norma em Trapani e Spalato; Attila em Lecce e Roma; Otello em Lisboa; Manon Lescaut em Torre del Lago; Nabucco em Caracalla e Lisboa; Rigoletto em Tóquio; Falstaff em Xangai; e La forza del destino em Lisboa. Atualmente, é maestro titular da Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Eline de Kat é Déléguée Artistique na Ópera de Monte-Carlo, responsável pelo casting de cantores, maestros, planeamento artístico, organização de audições e assistência dada aos artistas, entre outras responsabilidades. Trabalhou com artistas como Roberto Alagna, Bryn Terfel, Angela Gheorghiu, Nicolai Ghiaurov, Marcelo Alvarez e Sonya Yoncheva.
Eline foi Gerente de Orquestra dos Musiciens du Prince-Monaco de 2019 a 2023, Diretora Artística da FIPAC (Formação Internacional Profissional dos Artistas de Coro / Formation Internationale Professionnelle des Artistes de Choeur) entre 2018 e 2019, assim como Consultora Artística das Chorégies d’Orange entre 2017 e 2022.
Outras posições profissionais de importância incluem Gerente de Artistas na Prima International Artists Management (2000-2001), Gerente de Artistas na IMG Artists Nova Iorque (1997-2000), Gerente de Artistas na Allied Artists (1996) e Gerente de Artistas na Stage Door Opera Management, Modena (1991-1996).
Para além da ampla atividade profissional, Eline de Kat tem também um interesse especial em caminhadas de montanha, viajar, dança oriental, world music e literatura.
Ivan van Kalmthout está ativo no mundo da ópera na Europa e além desde os anos 90. Promover e apoiar novos artistas sempre fez parte do seu percurso. Em março de 2026, lecionou um curso sobre desenvolvimento de carreira no Mozarteum, em Salzburg.
Durante o seu período como Diretor Artístico do Teatro Nacional de São Carlos (2023–2024), programou a Sinfonia n.º 8 de Mahler (que não era apresentada em Portugal há 33 anos) e uma produção de Jenůfa que obteve grande sucesso. Antes do TNSC, foi Diretor Geral da International Vocal Competition (IVC), em ’s-Hertogenbosch, nos Países Baixos. Entre os vencedores deste concurso destacam-se Thomas Hampson, Dame Sarah Connolly e Pretty Yende.
Tem vasta experiência na gestão de casas de ópera por toda a Europa. Foi Diretor Artístico interino do Gran Teatre del Liceu, em Barcelona (após 10 anos como Diretor Artístico adjunto). Foi também Diretor de Ópera na Staatsoper Unter den Linden, em Berlim, e Diretor de Operações na Staatsoper de Hamburgo. Iniciou a sua carreira na Vlaamse Opera, em Antuérpia/Gent, onde desempenhou, como última função, o cargo de Diretor de Casting.
Foi membro do júri de várias competições internacionais: na IVC (por duas vezes, antes de assumir a direção), na Competição Tchaikovsky, em Moscovo, na China International Singing Competition (2002), na Bulbul Opera Competition, em Baku (Azerbaijão, 2010), e na Marie Kraja International Singing Competition, em Tirana (Albânia, 2022). Foi também uma figura fundamental na criação do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em Lisboa, e integrará o júri da sua 3.ª edição em 2026. Em março, foi membro do júri da Seoul International Singing Competition, na Coreia.
Jennifer Larmore é uma mezzo-soprano americana, vencedora de dois Grammys, com mais de 100 gravações, Chevalier do governo francês, vencedora do Richard Tucker Award, membro do Georgia Hall of Fame, professora de canto, autora e atriz na nova série da Netflix intitulada King the Land.
Possui um repertório abrangente, tendo começado com papéis de coloratura do Barroco e bel canto, e posteriormente adicionando música dos períodos Romântico e Contemporâneo. Jennifer cantou em praticamente todas as principais casas de ópera do mundo, incluindo a Metropolitan Opera, La Scala, Ópera de Paris, Tóquio, Deutsche Oper Berlin e Covent Garden em Londres; em colaboração com as mais reconhecidas orquestras do mundo, sob direção de Muti, Lopez-Cobos, Bernstein, Runnicles, Sinopoli, Masur, von Dohnanyi, Jacobs, Mackerras, Nelson, Spinosi, Abbado, Barenboim, Bonynge, Maazel, Ozawa e Guidarini.
Jennifer Larmore, em colaboração com o contrabaixista Davide Vittone, criou um ensemble chamado Jennifer Larmore and OpusFive. Este é um quinteto de cordas que oferece programas variados e divertidos com canções e árias, cabaré/opereta e músicas de filmes e da Broadway. Realizaram concertos em Sevilha, Pamplona, Valência, Las Palmas, Veneza, Amiens, Olten, Aix-en-Provence, Dublin e Paris.
Jennifer Larmore é amplamente conhecida por ensinar e dar masterclasses, tendo ensinado pelo mundo inteiro. Jennifer gravou para as editoras Teldec, RCA, Harmonia Mundi, Deutsche Grammophon, Arabesque, Opera Rara, Bayer, Naive, Chandos, VAI e Cedille mais de cem CDs até hoje, bem como DVDs.
Além das suas muitas atividades, viagens, apresentações e causas, a autora Jennifer Larmore está a trabalhar em livros que trarão um público mais amplo ao amor pela ópera, como o seu livro “Una Voce” que explora o mundo e a psicologia do artista.
A Senhora Larmore vive em Paris com o seu marido, o contrabaixista Davide Vittone, e o seu pequeno cão de ópera, Buffy.
Poucos artistas da sua geração têm tanto sucesso em áreas de repertório tão diverso, como Juliane Banse. O seu repertório operático abrange desde Feldmarschallin, Gräfin de Figaro, Fiordiligi, Donna Elvira, de Vitellia a Genoveva, Leonore, Tatjana, Arabella, Marschallin, Grete (em Der ferne Klang de Schreker) e Schneewittchen (em Schneewittchen de Heinz Holliger). Nascida no sul da Alemanha e criada em Zurique, a soprano teve as suas primeiras aulas com Paul Steiner, depois com Ruth Rohner na Ópera de Zurique e, posteriormente, completou os seus estudos com Brigitte Fassbaender e Daphne Evangelatos em Munique. Desde o semestre de inverno de 2020/2021, que leciona como professora no Mozarteum em Salzburg e, no semestre de inverno de 2023, assumiu a direção da classe de canto na Escola Reina Sofia em Madrid. Também dá masterclasses na Áustria e participa como jurada em diversas competições internacionais.
A artista trabalhou com numerosos e reconhecidos maestros, incluindo Lorin Maazel, Kent Nagano, Riccardo Chailly, Bernard Haitink, Franz Welser-Möst, Claudio Abbado e Manfred Honeck. Recitais de Lied sempre foram a sua paixão e levaram-na a locais como a Schubertiade Schwarzenberg, Wigmore Hall em Londres, Konzerthaus de Vienna, Kölner Philharmonie, Boulez Hall em Berlim e Madrid, entre outros.
Pål Christian Moe tem vasta experiência em casting e como administrador artístico e consultor. Ele trabalhou com inúmeras casas de ópera, incluindo a Norwegian National Opera & Ballet, Glyndebourne Festival Opera, Lyric Opera of Chicago, Bayerische Staatsoper, Ópera Nacional de Paris, L’Opéra de Lille e o Teatro Nacional de Praga. Ele também faz a seleção vocal para a Orquestra Filarmônica de Berlim.
Ele é um ex-produtor de discos e ocupou a posição de Chefe do Departamento Vocal na Deutsche Grammophon Gesellschaft em Hamburgo, onde foi responsável por gravações de ópera, oratório e Lied.
Aleksandar Nikolić (n. 1983, Krusevac/Sérvia) é um dos mais activos encenadores de ópera e de teatro da Europa de Leste. Iniciou a sua carreira no mundo lírico em 2009, como pianista e, depois, como cenarista e figurinista no Teatro Nacional de Belgrado (divisão ópera). Desde 2018-19 colabora regularmente com o Teatro Nacional da Sérvia, em Novi Sad (o mais antigo do país).
Estudou Drama e Artes Audiovisuais na Faculdade de Artes Dramáticas da Universidade de Belgrado, História da Arte na Faculdade de Filosofia da mesma instituição e Cenografia no Politécnico de Belgrado. Também fez estudos de piano e de teoria musical. Apurou a sua preparação profissional em Brescia, Hannover e Salónica.
De 2015 a 2022 ministrou seminários no Instituto de Dança de Belgrado, abordando temas como ‘A encenação de ópera e de ballet’, ‘Anatomia de um libreto’ e ‘O encenador e a análise da música’.
Serviu como assistente de encenação para a 13.ª reposição da produção de Richard Eyre da ‘Traviata’ na Royal Opera House Covent Garden, em 2016. Desde 2016-17 é convidado regularmente para dar masterclasses (Belgrado, Boston, Itália, Jerusalém e Varna), centrando-se na interpretação musical e textual de óperas do repertório italiano e francês. Entre 2019 e 2023, foi Directo de Ópera Principal do Pequeno Teatro Dushko Radovic, em Belgrado, tendo levado à cena 22 diferentes produções.
Em Portugal, estudou piano com Helena Sá e Costa, entre outros mestres. Em 1967 a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe a oportunidade de um ano de aperfeiçoamento artístico nos Estados Unidos.
A carreira de Adriano Jordão tem-se desenvolvido por toda a Europa, América do Norte e do Sul, África e Ásia, em capitais musicais como Nova Iorque, Paris, Londres, Atenas, Roma, Salzburgo, Bruxelas, Luxemburgo, Frankfurt, Helsínquia, Moscovo, São Petersburgo, Kiev, Minsk, Praga, Bucareste, Bratislava, Caracas, Bogotá, Rio de Janeiro, São Paulo, T óquio, Osaka, Pequim, Xangai, Taipei, Bombaim, Nova Deli, Hong-Kong, Banguecoque, Washington e Boston. Colaborou com prestigiados maestros, como Alain Lombard, Sandor Végh, Claudio Scimone, Van Remoortel, Richard Treiber, Cristian Mandeal, Nicholas Kremmer, Horia Andreescu, John Neschling, Wolfgang Rennert, Nicholas Braithwake, John Georgiadis, Yuan Fang, Muhai Tang e Chen Zou Wang, e ainda com importantes maestros portugueses, como Silva Pereira, Álvaro Cassuto, José Ferreira Lobo, Manuel Ivo Cruz, Álvaro Salazar e Fernando Eldoro. Fundou, com Theodor Paraskivesco, Ileana Cotrubas, Peter Schreier, Julia Hamari e Ionel Pantea, o grupo de câmara I Vocalisti, que se dedica a obras menos tocadas do repertório vocal de câmara. Com este conjunto realizou recitais do Extremo Oriente ao Brasil, e em Lisboa, no Centro Cultural de Belém. Idealizou, concebeu, criou e dirigiu, durante os primeiros cinco anos, o Festival Internacional de Música de Macau, e é Director Artístico do Festival de Música da Casa de Mateus, desde o seu início, há mais de 20 anos. Foi agraciado pelo Governo Francês com o grau de Oficial da Ordem das Artes e das Letras, e com a Medalha de Mérito da Soberana Ordem de Malta, entre outras distinções.
Na temporada de 2000-2001, Adriano Jordão desenvolveu uma actividade muito intensa,
apresentando-se em Roma, a solo e com orquestra, estreando-se com a Orquestra
Filarmónica de São Petersburgo (na Filarmonia daquela cidade) e com a Orquestra Filarmónicado Estado do México (na Cidade do México), e apresentando-se, pela primeira vez, na Turquia, na mais importante sala de concertos de Ankara, o Grande Auditório da Fundação Bilkent.
Realizou ainda uma digressão na Alemanha, como solista da Capella Istropolitana, tocou com a Orquestra Filarmónica de Bucareste e com as Orquestras Filarmónicas de Oradea e de Arad, participou no Festival George Enescu, foi solista da Orquestra de Câmara Eslovaca, e realizou recitais a solo e com o baixo Boris Martinovich, em Washington (BACI Auditorium e Great Hall of the Americas). Com o mesmo cantor e com Denyce Graves, participou numa Gala no Mónaco, realizou duas extensas digressões ao Brasil e ao Extremo Oriente, apresentando-se na Tailândia, na Coreia e em Taiwan.
Em Portugal, tocou por todo o País, incluindo Madeira e Açores, em recitais, concertos com orquestra e integrado em grupos de câmara. Já em 2002, apresentou-se em Março em Cuba e em Abril no Brasil.
Atualmente, é Diretor Artístico do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, função
que desempenha com o prestigiado barítono Sergei Leiferkus.
Carlos Otero nasceu em Lisboa e vive em Paris há mais de 60 anos, onde desenvolveu a sua atividade como ator, cantor lírico e encenador de teatro e de ópera. Apresentou-se como cantor nos festivais de: Aix en Provence, onde se apresentou nas óperas O Barbeiro de Sevilha e na Flauta Mágica; em Versalhes, no Théâtre Montansier, com as obras, O Médico à Força, de Molière/Gounod; Guilherme Tell, de Rossini; Se eu Fosse Rei, de Alfred Adam; A Grã-Duquesa de Gerolstein, de Offenbach; A Ópera d’Aran, de Gilbert Bécaud; Carmen, de Bizet; O Príncipe de Madrid, de Francis Lopez; Romeu e Julieta, de Gounod; A Ópera dos Mendigos, de Britten; Mahagonny Bertold Brecht/ Kurt Weil ; O Pescador de Pérolas, de Bizet; La Belle Hélène, de Jacques Offenbach; Canção de Amor, de Frantz Schubert; Mireille, de Charles Gounod; La Traviata, de Verdi; La Fille du Tambour Major, de Offenbach; Manon, de Massenet; Mascote, de Audran; Werther, de Massenet; Volga, de Francis Lopez, em mais de 3200 apresentações públicas.
No teatro apresentou-se no Théâtre National Populaire, Paris; Théâtre de L’Athénée, Paris; Théâtre de la Ville, Paris; e no Festival d’Avignon, com peças de Molière e Shakespeare. Como diretor levou à cena obras de: G. Courteline; G. Feydeau; R. Brandão; O. de Castro; Fernando Pessoa; P. da Silveira; E. Albee.
Carlos Otero trabalhou ao longo da sua carreira com nomes tão distintos como a actriz Edwige Feuillère, o ator e encenador Georges Wilson, ou ainda Jerome Robbins, produtor, realizador e coreógrafo da Broadway, onde apresentou, em 1969, no Théâtre Marigny, a comédia musical Violino no Telhado. Realizou e encenou no Théatre des Champs Elysées, de Paris, o drama “Themos” de Mozart, assim como a ópera “A Flauta Mágica”, representações que foram saudadas pela crítica como “tendo conseguido transmitir o essencial do aspeto sobrenatural e maravilhoso das obras primas de Mozart”. Em resumo, no que diz respeito à vertente operática da sua vida profissional interpretou papéis ou dirigiu óperas de: Bellini, Bizet, Donizetti, Gounod, F. Lehar, Offenbach, Mozart, Planquette, Puccini, Ravel, Rossini, Salieri, Verdi, Zandonaï. No cinema participou em produções para cinema e televisão com realizadores como; J. P. Mocky; M. Dugonson; R. Polanski; M. Ritchie; Peter Sellers; C. Pinoteau, entre outros.
Homem de teatro e de música por excelência, Carlos Otero na encenação e direção tendo criado uma companhia de ópera cómica em Paris, com a qual apresentou diversos espectáculos, maioritariamente dirigidas ao novo público alcançando mais de 8.000 jovens, tendo este emsmo projeto tido um enorme sucesso mesmo em Portugal com a apresentação perante mais de 800 jovens no CCB, em Lisboa.
É ainda autor de uma biografia do compositor A. Salieri, de um argumento cinematográfico sobre opereta francesa, de uma curta-metragem com música de Rossini, diversos livros que versam sobre músicos e compositores, bem como, de três peças de teatro.
Licenciado em Musicologia pela Sorbonne, dedica-se atualmente à investigação musical e à encenação, e desenvolve o seu trabalho no sentido de transmitir a “boa mensagem”
Ana Rita Coelho
Mezzo-Soprano · Portugal
Grand Prix Égide + Contrato com Teatro Nacional de São Carlos + Prémio do Público
Anna Tetruashvili
Mezzo-Soprano · Israel
Primeiro Prémio “Teresa Berganza”, para voz feminina
Viktor Aksentijević
Barítono · Sérvia
Primeiro Prémio “Maurício Bensaude”, para voz masculina
Manhan Qi
Soprano · China
Segundo Prémio
Defne Celik
Soprano · Alemanha
Terceiro Prémio + Prémio Melhor Cantor até 25 anos
Oksana Pynchuk
Soprano · Ucrânia
Prémio Talento de Palco
Sunu Sun
Barítono · Coreia do Sul
Festival Amazonas de Ópera
Sehyun Kyung
Tenor · Coreia do Sul
Contrato Istanbul State Opera and Ballet
Ju Hyeok Lee
Tenor · Coreia do Sul
Festival Internacional de Marvão
JaeWoung Lee
Baixo · Coreia do Sul
Contrato com o Festival Internacional de Piano do Algarve
Laura Brasó
Soprano · Espanha
Contrato com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras
Madalena Oliveira Martins
Soprano · Portugal
Contrato com o Festival de Música de Mafra
Ester Ferraro
Alto, Mezzo-Soprano · Itália
Contrato com o Festival de Música de Mafra
Milan Perišić
Barítono · Sérvia
Contrato com o Festival de Música de Mafra
Jean Miannay
Tenor · França
Contrato com o Festival de Música de Mafra
Ao longo da edição de 2025, realizaram-se diversos momentos que combinaram competição, formação, convívio e celebração da arte lírica.
Sessão inaugural com os discursos dos fundadores Alexandra Maurício, Adriano Jordão e Sergei Leiferkus, dando as boas-vindas a concorrentes, júri e parceiros.
Ao longo das provas abertas ao público, os 30 cantores selecionados apresentaram-se em competição para conquistar um lugar na final.
Concerto com os jovens intérpretes que chegaram às semifinais, oferecendo uma nova oportunidade de atuação e visibilidade.
Momento de pausa e convívio entre participantes, jurados e público, num ambiente descontraído e inspirador ao ar livre.
Concerto final com os oito finalistas acompanhados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo Maestro Antonio Pirolli, num espetáculo de celebração do talento e da ópera.
Durante as últimas três décadas, predominantemente em Londres, em Portugal e em Amesterdão, o Prof. Doutor Jorge Balça desenvolveu um vasto portfólio profissional e uma combinação única de aptidões – enquanto encenador (de teatro, ópera, e formatos híbridos), professor e formador, coach de representação e de criatividade, e enquanto investigador académico. O seu trabalho em todas estas áreas distingue-se pelo seu empenho e capacidade em fazer com que a imaginação e inovação emirjam de formação e conhecimento precisos – e pela sua capacidade de inspirar uma alquimia semelhante nos seus colaboradores.
Com formação clássica como actor e contratenor, estudou encenação em Londres e Moscovo, especializando-se em Shakespeare, técnicas de adaptação, Meyerhold e commedia dell’arte. Completou ainda um doutoramento que explora o ensino dramático para intérpretes de ópera.
Com um especial interesse em projectos site-specific e em formatos colaborativos, e com um igual talento para drama e comédia, o seu trabalho é dramaturgicamente inventivo, visualmente marcante, e fisicamente engajado. Foi director artístico da Bloomsbury Opera e encenador associado dos The Opera Makers, ambos em Londres. Em Portugal, encenou recentemente L’Heure Espagnole de Ravel e The Turn of the Screw de Britten no Centro Cultural de Belém, La Fille du Régiment de Donizetti e La Voix Humaine de Poulenc no Festival de Ópera de Óbidos, e a ópera O Principezinho de Rachel Portman com Fadas & Elfos e Orquestra do Algarve.
Trabalha frequentemente como professor, tendo leccionado na Dutch National Opera Academy, Morley College London, Universidade de Évora, Escola Superior de Teatro e Cinema e In Impetus, entre outras instituições. Mantém ainda uma forte actividade privada internacional de coaching, e é o coach de representação do Neil Semer Vocal Institute em Itália.
Dos projectos em preparação, destacam-se La Vera Costanza de Jerónimo Francisco de Lima com o Teatro Nacional de São Carlos e o Laboratório de Ópera Portuguesa, e La Bohème de Puccini com a ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve) e Orquestra do Algarve.
O barítono Sergei Leiferkus é amplamente reconhecido como um dos mais prestigiados artistas da cena lírica mundial. A sua notável capacidade de expressar tanto a nobreza como a vilania tornou-o célebre em papéis como Scarpia (Tosca), Iago (Otello), Rangoni (Boris Godunov), Telramund (Lohengrin) e Alberich (O Anel dos Nibelungos). Apresentou-se nos mais importantes palcos internacionais, incluindo a Royal Opera House, Wiener Staatsoper, Deutsche Oper Berlin, Scala de Milão, Metropolitan Opera de Nova Iorque, Opéra Bastille de Paris, e em festivais como Salzburgo, Glyndebourne e Edimburgo.
O seu vasto repertório inclui cerca de 50 papéis, entre eles Eugene Onegin, Nabucco, Macbeth, Simon Boccanegra, Don Giovanni e Parsifal, com especial destaque para a música russa dos séculos XIX e XX. Recentemente, acrescentou ao repertório Lulu de Berg, A Raposinha Matreira de Janáček e obras contemporâneas de Peter Eötvös e Alexander Raskatov. No domínio sinfónico, atuou com as mais prestigiadas orquestras e maestros, como Abbado, Gergiev, Levine, Mehta e Muti, destacando-se nas Canções e Danças da Morte de Mussorgsky e na Sinfonia n.º 13 de Shostakovich. Atualmente, é Diretor Artístico do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em parceria com o pianista Adriano Jordão.
Aleksandar Nikolić (n. 1983, Krusevac/Sérvia) é um dos mais activos encenadores de ópera e de teatro da Europa de Leste. Iniciou a sua carreira no mundo lírico em 2009, como pianista e, depois, como cenarista e figurinista no Teatro Nacional de Belgrado (divisão ópera). Desde 2018-19 colabora regularmente com o Teatro Nacional da Sérvia, em Novi Sad (o mais antigo do país).
Estudou Drama e Artes Audiovisuais na Faculdade de Artes Dramáticas da Universidade de Belgrado, História da Arte na Faculdade de Filosofia da mesma instituição e Cenografia no Politécnico de Belgrado. Também fez estudos de piano e de teoria musical. Apurou a sua preparação profissional em Brescia, Hannover e Salónica.
De 2015 a 2022 ministrou seminários no Instituto de Dança de Belgrado, abordando temas como ‘A encenação de ópera e de ballet’, ‘Anatomia de um libreto’ e ‘O encenador e a análise da música’.
Serviu como assistente de encenação para a 13.ª reposição da produção de Richard Eyre da ‘Traviata’ na Royal Opera House Covent Garden, em 2016. Desde 2016-17 é convidado regularmente para dar masterclasses (Belgrado, Boston, Itália, Jerusalém e Varna), centrando-se na interpretação musical e textual de óperas do repertório italiano e francês. Entre 2019 e 2023, foi Directo de Ópera Principal do Pequeno Teatro Dushko Radovic, em Belgrado, tendo levado à cena 22 diferentes produções.
Poucos artistas da sua geração têm tanto sucesso em áreas de repertório tão diverso, como Juliane Banse. O seu repertório operático abrange desde Feldmarschallin, Gräfin de Figaro, Fiordiligi, Donna Elvira, de Vitellia a Genoveva, Leonore, Tatjana, Arabella, Marschallin, Grete (em Der ferne Klang de Schreker) e Schneewittchen (em Schneewittchen de Heinz Holliger). Nascida no sul da Alemanha e criada em Zurique, a soprano teve as suas primeiras aulas com Paul Steiner, depois com Ruth Rohner na Ópera de Zurique e, posteriormente, completou os seus estudos com Brigitte Fassbaender e Daphne Evangelatos em Munique. Desde o semestre de inverno de 2020/2021, que leciona como professora no Mozarteum em Salzburg e, no semestre de inverno de 2023, assumiu a direção da classe de canto na Escola Reina Sofia em Madrid. Também dá masterclasses na Áustria e participa como jurada em diversas competições internacionais.
A artista trabalhou com numerosos e reconhecidos maestros, incluindo Lorin Maazel, Kent Nagano, Riccardo Chailly, Bernard Haitink, Franz Welser-Möst, Claudio Abbado e Manfred Honeck. Recitais de Lied sempre foram a sua paixão e levaram-na a locais como a Schubertiade Schwarzenberg, Wigmore Hall em Londres, Konzerthaus de Vienna, Kölner Philharmonie, Boulez Hall em Berlim e Madrid, entre outros.
Jennifer Larmore é uma mezzo-soprano americana, vencedora de dois Grammys, com mais de 100 gravações, Chevalier do governo francês, vencedora do Richard Tucker Award, membro do Georgia Hall of Fame, professora de canto, autora e atriz na nova série da Netflix intitulada King the Land.
Possui um repertório abrangente, tendo começado com papéis de coloratura do Barroco e bel canto, e posteriormente adicionando música dos períodos Romântico e Contemporâneo. Jennifer cantou em praticamente todas as principais casas de ópera do mundo, incluindo a Metropolitan Opera, La Scala, Ópera de Paris, Tóquio, Deutsche Oper Berlin e Covent Garden em Londres; em colaboração com as mais reconhecidas orquestras do mundo, sob direção de Muti, Lopez-Cobos, Bernstein, Runnicles, Sinopoli, Masur, von Dohnanyi, Jacobs, Mackerras, Nelson, Spinosi, Abbado, Barenboim, Bonynge, Maazel, Ozawa e Guidarini.
Jennifer Larmore, em colaboração com o contrabaixista Davide Vittone, criou um ensemble chamado Jennifer Larmore and OpusFive. Este é um quinteto de cordas que oferece programas variados e divertidos com canções e árias, cabaré/opereta e músicas de filmes e da Broadway. Realizaram concertos em Sevilha, Pamplona, Valência, Las Palmas, Veneza, Amiens, Olten, Aix-en-Provence, Dublin e Paris.
O soprano Anna Samuil é uma das mais requisitadas cantoras russas da sua geração e é solista do ‘ensemble’ da Ópera Estatal de Berlim desde 2004.
Após a estreia internacional, em 2003, como Violetta (Traviata) na Ópera de Berlim, a carreira de Anna Samuil expandiu-se a prestigiosos palcos mundiais, como Scala de Milão, Met de Nova Iorque, Ópera da Baviera, Semperoper Dresden, Ópera de Hamburgo, Valência, Lyon e Tóquio. Tem sido igualmente presença frequente em festivais, como Salzburgo, Aix-en-Provence, Glyndebourne, Verbier, Arena de Verona e Maggio Musicale Fiorentino.
A sua discografia (CD e DVD) inclui um ‘Eugene Onegin’ do Festival de Salzburgo, um ‘Don Giovanni’ de Glyndebourne, ‘O ouro do Reno’ e ‘O crepúsculo dos deuses’ do Scala e ‘O cavaleiro da rosa’ da Staatsoper de Berlim.
Em repertório de concerto, destacam-se um ‘Requiem de guerra’ de Britten e uma ‘Nona’ de Beethoven. Deste ano é ‘Il mondo felice’, homenagem a Maria Malibran com a sua irmã violinista Tatiana. Anna Samuil colaborou com maestros, como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Lorin Maazel, Antonio Pappano, Myung-whun Chung, Gustavo Dudamel, entre muitos outros. Encenadores marcantes na sua carreira foram, p. ex., Franco Zeffirelli, Peter Stein, Achim Freyer, Claus Guth, Jonathan Miller e Guy Cassiers. Ensina desde 2011 Canto na Escola Superior de Música Hanns Eisler, em Berlim.
Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.
Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.
Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.
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Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.
Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.
Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.