Hae Kang
Grand Prix Égide 10.000,00€ e Contrato com o TNSC
O Cascais Opera – Concurso Internacional de Canto teve a sua edição inaugural entre os dias 6 e 14 de Abril de 2024, as provas realizaram-se no Centro Cultural de Cascais e a fase final do Concurso teve lugar no Teatro São Carlos, uma das salas de ópera mais históricas da Europa. Os concorrentes finalistas foram acompanhados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida pelo maestro Tom Woods.
A primeira edição recebeu 213 candidaturas, de 39 países. Destes resultaram oito finalistas, todos merecedores de serem “Grand-Prix – Égide”, que foi atribuído ao barítono coreano Hae Kang.
O barítono Sergei Leiferkus é amplamente reconhecido como um dos mais prestigiados artistas da cena lírica mundial. A sua notável capacidade de expressar tanto a nobreza como a vilania tornou-o célebre em papéis como Scarpia (Tosca), Iago (Otello), Rangoni (Boris Godunov), Telramund (Lohengrin) e Alberich (O Anel dos Nibelungos). Apresentou-se nos mais importantes palcos internacionais, incluindo a Royal Opera House, Wiener Staatsoper, Deutsche Oper Berlin, Scala de Milão, Metropolitan Opera de Nova Iorque, Opéra Bastille de Paris, e em festivais como Salzburgo, Glyndebourne e Edimburgo.
O seu vasto repertório inclui cerca de 50 papéis, entre eles Eugene Onegin, Nabucco, Macbeth, Simon Boccanegra, Don Giovanni e Parsifal, com especial destaque para a música russa dos séculos XIX e XX. Recentemente, acrescentou ao repertório Lulu de Berg, A Raposinha Matreira de Janáček e obras contemporâneas de Peter Eötvös e Alexander Raskatov. No domínio sinfónico, atuou com as mais prestigiadas orquestras e maestros, como Abbado, Gergiev, Levine, Mehta e Muti, destacando-se nas Canções e Danças da Morte de Mussorgsky e na Sinfonia n.º 13 de Shostakovich. Atualmente, é Diretor Artístico do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em parceria com o pianista Adriano Jordão.
Aleksandar Nikolić (n. 1983, Krusevac/Sérvia) é um dos mais activos encenadores de ópera e de teatro da Europa de Leste. Iniciou a sua carreira no mundo lírico em 2009, como pianista e, depois, como cenarista e figurinista no Teatro Nacional de Belgrado (divisão ópera). Desde 2018-19 colabora regularmente com o Teatro Nacional da Sérvia, em Novi Sad (o mais antigo do país).
Estudou Drama e Artes Audiovisuais na Faculdade de Artes Dramáticas da Universidade de Belgrado, História da Arte na Faculdade de Filosofia da mesma instituição e Cenografia no Politécnico de Belgrado. Também fez estudos de piano e de teoria musical. Apurou a sua preparação profissional em Brescia, Hannover e Salónica.
De 2015 a 2022 ministrou seminários no Instituto de Dança de Belgrado, abordando temas como ‘A encenação de ópera e de ballet’, ‘Anatomia de um libreto’ e ‘O encenador e a análise da música’.
Serviu como assistente de encenação para a 13.ª reposição da produção de Richard Eyre da ‘Traviata’ na Royal Opera House Covent Garden, em 2016. Desde 2016-17 é convidado regularmente para dar masterclasses (Belgrado, Boston, Itália, Jerusalém e Varna), centrando-se na interpretação musical e textual de óperas do repertório italiano e francês. Entre 2019 e 2023, foi Directo de Ópera Principal do Pequeno Teatro Dushko Radovic, em Belgrado, tendo levado à cena 22 diferentes produções.
O soprano Anna Samuil é uma das mais requisitadas cantoras russas da sua geração e é solista do ‘ensemble’ da Ópera Estatal de Berlim desde 2004.
Após a estreia internacional, em 2003, como Violetta (Traviata) na Ópera de Berlim, a carreira de Anna Samuil expandiu-se a prestigiosos palcos mundiais, como Scala de Milão, Met de Nova Iorque, Ópera da Baviera, Semperoper Dresden, Ópera de Hamburgo, Valência, Lyon e Tóquio. Tem sido igualmente presença frequente em festivais, como Salzburgo, Aix-en-Provence, Glyndebourne, Verbier, Arena de Verona e Maggio Musicale Fiorentino.
A sua discografia (CD e DVD) inclui um ‘Eugene Onegin’ do Festival de Salzburgo, um ‘Don Giovanni’ de Glyndebourne, ‘O ouro do Reno’ e ‘O crepúsculo dos deuses’ do Scala e ‘O cavaleiro da rosa’ da Staatsoper de Berlim.
Em repertório de concerto, destacam-se um ‘Requiem de guerra’ de Britten e uma ‘Nona’ de Beethoven. Deste ano é ‘Il mondo felice’, homenagem a Maria Malibran com a sua irmã violinista Tatiana. Anna Samuil colaborou com maestros, como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Lorin Maazel, Antonio Pappano, Myung-whun Chung, Gustavo Dudamel, entre muitos outros. Encenadores marcantes na sua carreira foram, p. ex., Franco Zeffirelli, Peter Stein, Achim Freyer, Claus Guth, Jonathan Miller e Guy Cassiers. Ensina desde 2011 Canto na Escola Superior de Música Hanns Eisler, em Berlim.
Nascido em Elgin (na Grande Chicago), Erik Malmquist fez os seus estudos de violino no Luther College (Iowa), prosseguindo-os a nível superior no San Francisco Conservatory of Music, por onde se diplomou. Muda-se em seguida para Nova Iorque, onde inicia percurso como violinista ‘freelance’ e dá os primeiros passos em produção e gestão artística, nomeadamente na Manhattan Concert Productions (2013-14). Em Junho de 2014, ingressa na reputada agência de artistas Zemsky Green e aí permanecerá até Novembro de 2019, primeiro como agente e depois como director de produção. No mesmo período, assegura a direcção geral (2014-17) e a presidência (2017-19) da série de concertos Bach Vespers at Holy Trinity, na Upper West Side de Nova Iorque. No final de 2019, regressa à sua cidade natal, para ser director de planeamento artístico e produção da Orq. Sinfónica de Elgin, transitando para a direcção executiva em Maio de 2020. Ficará em Elgin até Junho de 2021, tendo entretanto aceitado um convite para se tornar Director de Casting da Ópera Estadual da Baviera, em Munique, cargo que assume em Agosto desse ano.
Erik Malmquist tem sido jurado em importantes competições de canto, como as Grand Finals do Concurso de Ópera do Metropolitan de Nova Iorque, o Concurso de Ópera de Paris e o Concurso da Fundação Richard Tucker.
Ivan van Kalmthout está ativo no mundo da ópera na Europa e além desde os anos 90. Promover e apoiar novos artistas sempre fez parte do seu percurso. Em março de 2026, lecionou um curso sobre desenvolvimento de carreira no Mozarteum, em Salzburg.
Durante o seu período como Diretor Artístico do Teatro Nacional de São Carlos (2023–2024), programou a Sinfonia n.º 8 de Mahler (que não era apresentada em Portugal há 33 anos) e uma produção de Jenůfa que obteve grande sucesso. Antes do TNSC, foi Diretor Geral da International Vocal Competition (IVC), em ’s-Hertogenbosch, nos Países Baixos. Entre os vencedores deste concurso destacam-se Thomas Hampson, Dame Sarah Connolly e Pretty Yende.
Tem vasta experiência na gestão de casas de ópera por toda a Europa. Foi Diretor Artístico interino do Gran Teatre del Liceu, em Barcelona (após 10 anos como Diretor Artístico adjunto). Foi também Diretor de Ópera na Staatsoper Unter den Linden, em Berlim, e Diretor de Operações na Staatsoper de Hamburgo. Iniciou a sua carreira na Vlaamse Opera, em Antuérpia/Gent, onde desempenhou, como última função, o cargo de Diretor de Casting.
Foi membro do júri de várias competições internacionais: na IVC (por duas vezes, antes de assumir a direção), na Competição Tchaikovsky, em Moscovo, na China International Singing Competition (2002), na Bulbul Opera Competition, em Baku (Azerbaijão, 2010), e na Marie Kraja International Singing Competition, em Tirana (Albânia, 2022). Foi também uma figura fundamental na criação do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em Lisboa, e integrará o júri da sua 3.ª edição em 2026. Em março, foi membro do júri da Seoul International Singing Competition, na Coreia.
O soprano lírico coloratura Maria Stefyuk estreou-se profissionalmente em 1972, na Ópera de Kyiv, vindo a tornar-se uma das grandes figuras do canto lírico do seu país.
Do seu repertório faziam parte obras dos russos Lysenko, Glinka, Mussorgsky, Shostakovich e Rimsky-Korsakov. No repertório italiano, ficou ligada aos papéis de Zerlina, Rosina, Lucia, Violetta, Gilda e Musetta e, no francês, aos de Manon, Marguerite de Valois, Leila e Eros. Estreou-se no Scala de Milão em 1981, na Ópera de Dresden (1987) e na Ópera Estatal de Berlim (1988).
A sua carreira lírica também passou por EUA, Canadá, Reino Unido, França, Suíça, Áustria, Turquia, Argentina e Japão. No repertório de câmara, frequentou as canções de Tchaikovsky, Rakhmaninov, Händel, Bach, Mozart, Rossini, Verdi, Gounod e Massenet.
De 2000 a 2019, regeu uma classe de canto na Academia de Música Tchaikovsky e Nacional da Ucrânia.
Desde há mais de 20 anos que Maria Stefyuk vem sendo convidada para integrar júris de competições internacionais de canto, na Ucrânia e no estrangeiro. Pela relevância da sua carreia e pela sua contribuição para o progresso da cultura e das artes no seu país, Maria Stefyuk viu serem-lhe atribuídas distinções como o Prémio Estatal Shevchenko (1988) e a Ordem da Princesa Olga – 1.ª classe (2003). Foi ainda declarada Heroína da Ucrânia em 2008 pelo Presidente do país.
Robert Körner é o director de ‘casting’ da Ópera Estatal de Viena (Wiener Staatsoper) desde Maio de 2020 , instituição onde as suas responsabilidades abarcam a gestão e supervisão do ensemble residente de cantores, do Programa de Jovens Artistas e da contratação de artistas convidados.
Antes do convite para a Ópera de Viena, Robert Körner esteve durante 13 anos (Setembro 2007- Abril de 2020) associado à Ópera Nacional de Lyon, onde desempenhou o cargo de Director de Produções Artísticas, trabalhando sempre em estreita colaboração com o director-geral, Serge Dorny. As suas funções em Lyon incluíam a criação e desenvolvimento do programa artístico, a direcção de ‘casting’, a direcção de produção e planeamento, a responsabilidade pelo orçamento artístico e de programação do teatro e a gestão das negociações contratuais com o pessoal artístico do Teatro e com os artistas convidados.
Na Alemanha na área da gestão artística, Robert Körner trabalhou em Osnabrück (Renânia do Norte-Vestefália), onde foi durante dois anos (1999-2001) Director de Planeamento e Produção das Städtische Bühnen (Teatros Municipais) dessa cidade ; seguidamente, em Dortmund, ocupou durante seis anos (2001 a 2007) o cargo de Director de Produções Artísticas do Teatro de Dortmund, onde as suas funções vieram a incluir a direcção de ‘casting’
, a chefia do departamento de produção e planeamento e a responsabilidade pela elaboração e gestão do orçamento artístico/de programação do Teatro.
Com formação académica na área da dança, Robert Körner foi bailarino profissional durante a década de 90, tendo estado agregado à companhia de bailado do Saarländisches Staatstheater Saarbrücken (Teatro Estatal do Sarre, em Saarbrücken) entre 1991 e 1999, e nos seus últimos dois anos foi administrador para a área do bailado.
Paralelamente Robert Körner tem desempenhado o cargo de jurado em prestigiados concursos internacionais de canto.
Hae Kang
Barítono · Coreia do Sul
Grand Prix Égide 10.000,00€ e Contrato com o TNSC
Sílvia Sequeira
Soprano · Portugal
Primeiro Prémio “Teresa Berganza”, para voz feminina ou contratenor 7.500,00€ e Contrato com o TNSC e Prémio do Público RTP
ByeongMin Gil
Baixo-Barítono · Coreia do Sul
Primeiro Prémio “Maurício Bensaude”, para voz masculina 7.500,00€
Jan Wouters
Contratenor · Bélgica
2º Prémio 5.000,00€
Anna Erokhina
Mezzo · Ucrânia
3º Prémio 3.500,00€
Iana Aivazian
Soprano · Arménia
Prémio Melhor Cantor até 25 anos 2.500,00€
Hovhannes Karapetyan
Baixo · Arménia
Contrato com a Ópera Nacional – Novi Sad – Sérvia
Teresa Sales Rebordão
Mezzo · Portugal
FIMM – Contrato com o Festival Internacional de Música de Marvão – 2025
Duangamorn Fu
Soprano · Tailândia
Contrato com a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras
Maria Constança Melo
Soprano · Portugal
Contrato com o Festival de Música de Mafra “Filipe de Sousa”
Ao longo da edição realizaram-se vários momentos marcantes que celebraram o talento e a diversidade da nova geração de cantores líricos.
Sessão inaugural com os discursos dos fundadores Alexandra Maurício, Adriano Jordão e Sergei Leiferkus, dando as boas-vindas a concorrentes, júri e parceiros.
Foram realizadas provas abertas ao público com os 30 cantores selecionados que competiram por um lugar na final.
Casino Estoril acolheu a Gala da Ópera “Carmen para Berganza”, acompanhada pela Orquestra Sinfónica de Cascais, numa homenagem emocionante à lendária mezzo-soprano Teresa Berganza.
A moment of relaxation and connection among participants, jury, and public, enjoying the outdoors before the competition’s final stage.
Acompanhados pela Orquestra Sinfónica Portuguesa, os finalistas disputaram o Grand Prix e os prémios principais, num concerto que encantou o público e começou a afirmar o Cascais Ópera, como um dos concursos de canto mais promissores do panorama internacional.
Aleksandar Nikolić (n. 1983, Krusevac/Sérvia) é um dos mais activos encenadores de ópera e de teatro da Europa de Leste. Iniciou a sua carreira no mundo lírico em 2009, como pianista e, depois, como cenarista e figurinista no Teatro Nacional de Belgrado (divisão ópera). Desde 2018-19 colabora regularmente com o Teatro Nacional da Sérvia, em Novi Sad (o mais antigo do país).
Estudou Drama e Artes Audiovisuais na Faculdade de Artes Dramáticas da Universidade de Belgrado, História da Arte na Faculdade de Filosofia da mesma instituição e Cenografia no Politécnico de Belgrado. Também fez estudos de piano e de teoria musical. Apurou a sua preparação profissional em Brescia, Hannover e Salónica.
De 2015 a 2022 ministrou seminários no Instituto de Dança de Belgrado, abordando temas como ‘A encenação de ópera e de ballet’, ‘Anatomia de um libreto’ e ‘O encenador e a análise da música’.
Serviu como assistente de encenação para a 13.ª reposição da produção de Richard Eyre da ‘Traviata’ na Royal Opera House Covent Garden, em 2016. Desde 2016-17 é convidado regularmente para dar masterclasses (Belgrado, Boston, Itália, Jerusalém e Varna), centrando-se na interpretação musical e textual de óperas do repertório italiano e francês. Entre 2019 e 2023, foi Directo de Ópera Principal do Pequeno Teatro Dushko Radovic, em Belgrado, tendo levado à cena 22 diferentes produções.
Durante as últimas três décadas, predominantemente em Londres, em Portugal e em Amesterdão, o Prof. Doutor Jorge Balça desenvolveu um vasto portfólio profissional e uma combinação única de aptidões – enquanto encenador (de teatro, ópera, e formatos híbridos), professor e formador, coach de representação e de criatividade, e enquanto investigador académico. O seu trabalho em todas estas áreas distingue-se pelo seu empenho e capacidade em fazer com que a imaginação e inovação emirjam de formação e conhecimento precisos – e pela sua capacidade de inspirar uma alquimia semelhante nos seus colaboradores.
Com formação clássica como actor e contratenor, estudou encenação em Londres e Moscovo, especializando-se em Shakespeare, técnicas de adaptação, Meyerhold e commedia dell’arte. Completou ainda um doutoramento que explora o ensino dramático para intérpretes de ópera.
Com um especial interesse em projectos site-specific e em formatos colaborativos, e com um igual talento para drama e comédia, o seu trabalho é dramaturgicamente inventivo, visualmente marcante, e fisicamente engajado. Foi director artístico da Bloomsbury Opera e encenador associado dos The Opera Makers, ambos em Londres. Em Portugal, encenou recentemente L’Heure Espagnole de Ravel e The Turn of the Screw de Britten no Centro Cultural de Belém, La Fille du Régiment de Donizetti e La Voix Humaine de Poulenc no Festival de Ópera de Óbidos, e a ópera O Principezinho de Rachel Portman com Fadas & Elfos e Orquestra do Algarve.
Trabalha frequentemente como professor, tendo leccionado na Dutch National Opera Academy, Morley College London, Universidade de Évora, Escola Superior de Teatro e Cinema e In Impetus, entre outras instituições. Mantém ainda uma forte actividade privada internacional de coaching, e é o coach de representação do Neil Semer Vocal Institute em Itália.
Dos projectos em preparação, destacam-se La Vera Costanza de Jerónimo Francisco de Lima com o Teatro Nacional de São Carlos e o Laboratório de Ópera Portuguesa, e La Bohème de Puccini com a ACTA (A Companhia de Teatro do Algarve) e Orquestra do Algarve.
O barítono Sergei Leiferkus é amplamente reconhecido como um dos mais prestigiados artistas da cena lírica mundial. A sua notável capacidade de expressar tanto a nobreza como a vilania tornou-o célebre em papéis como Scarpia (Tosca), Iago (Otello), Rangoni (Boris Godunov), Telramund (Lohengrin) e Alberich (O Anel dos Nibelungos). Apresentou-se nos mais importantes palcos internacionais, incluindo a Royal Opera House, Wiener Staatsoper, Deutsche Oper Berlin, Scala de Milão, Metropolitan Opera de Nova Iorque, Opéra Bastille de Paris, e em festivais como Salzburgo, Glyndebourne e Edimburgo.
O seu vasto repertório inclui cerca de 50 papéis, entre eles Eugene Onegin, Nabucco, Macbeth, Simon Boccanegra, Don Giovanni e Parsifal, com especial destaque para a música russa dos séculos XIX e XX. Recentemente, acrescentou ao repertório Lulu de Berg, A Raposinha Matreira de Janáček e obras contemporâneas de Peter Eötvös e Alexander Raskatov. No domínio sinfónico, atuou com as mais prestigiadas orquestras e maestros, como Abbado, Gergiev, Levine, Mehta e Muti, destacando-se nas Canções e Danças da Morte de Mussorgsky e na Sinfonia n.º 13 de Shostakovich. Atualmente, é Diretor Artístico do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em parceria com o pianista Adriano Jordão.
O soprano Anna Samuil é uma das mais requisitadas cantoras russas da sua geração e é solista do ‘ensemble’ da Ópera Estatal de Berlim desde 2004.
Após a estreia internacional, em 2003, como Violetta (Traviata) na Ópera de Berlim, a carreira de Anna Samuil expandiu-se a prestigiosos palcos mundiais, como Scala de Milão, Met de Nova Iorque, Ópera da Baviera, Semperoper Dresden, Ópera de Hamburgo, Valência, Lyon e Tóquio. Tem sido igualmente presença frequente em festivais, como Salzburgo, Aix-en-Provence, Glyndebourne, Verbier, Arena de Verona e Maggio Musicale Fiorentino.
A sua discografia (CD e DVD) inclui um ‘Eugene Onegin’ do Festival de Salzburgo, um ‘Don Giovanni’ de Glyndebourne, ‘O ouro do Reno’ e ‘O crepúsculo dos deuses’ do Scala e ‘O cavaleiro da rosa’ da Staatsoper de Berlim.
Em repertório de concerto, destacam-se um ‘Requiem de guerra’ de Britten e uma ‘Nona’ de Beethoven. Deste ano é ‘Il mondo felice’, homenagem a Maria Malibran com a sua irmã violinista Tatiana. Anna Samuil colaborou com maestros, como Daniel Barenboim, Zubin Mehta, Lorin Maazel, Antonio Pappano, Myung-whun Chung, Gustavo Dudamel, entre muitos outros. Encenadores marcantes na sua carreira foram, p. ex., Franco Zeffirelli, Peter Stein, Achim Freyer, Claus Guth, Jonathan Miller e Guy Cassiers. Ensina desde 2011 Canto na Escola Superior de Música Hanns Eisler, em Berlim.
Aos nossos Mecenas e Parceiros, que acreditaram connosco neste projeto e tornaram possível a realização da primeira edição do Cascais Ópera, o nosso sincero agradecimento. Juntos, partilhámos a convicção de que é na cultura que começa o verdadeiro poder transformador da sociedade.
Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.
Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.
Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.
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Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.
Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.
Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.