A soprano portuguesa Sílvia Sequeira é uma das vozes dramáticas mais entusiasmantes da sua geração, distinguindo-se pela sua notável potência vocal e entrega cénica. O seu percurso recente tem sido marcado por uma ascensão meteórica nos palcos internacionais e pela conquista de alguns dos mais prestigiados galardões do mundo lírico.
Em 2024, afirmou-se como uma presença de peso no Concurso Tenor Viñas (Barcelona), onde conquistou o 3.º Prémio, o Prémio Wagner e o Prémio do Público, tendo vencido, no mesmo ano, o 1.º Prémio e o Prémio do Público no Cascais Opera. O seu palmarés inclui ainda o Prémio do Público “Klara” no Concurso Rainha Elisabeth (Bélgica) e distinções nos concursos Ebe Stignani, Vincerò e IVC.
No palco operático, destacam-se as suas recentes interpretações no papel titular de Suor Angelica, de Puccini, no Teatro Nacional de São Carlos, e como Anna em Le Villi, numa digressão pelos Países Baixos com a OperaZuid. Estreou-se na Dutch National Opera como Anna Kennedy (Maria Stuarda) e interpretou Donna Elvira (Don Giovanni) no Festival de Ópera de Óbidos. Em 2021, deu vida a Micaëla (Carmen) em Weikersheim, na Alemanha, sob a direção de Elijah Grandy.
Como solista de concerto, o seu repertório abrange obras de grande fôlego, como a Sinfonia n.º 8 e Das Klagende Lied de Mahler, e o War Requiem de Britten, tendo-se apresentado em palcos de referência por toda a Europa, China e Macau. Sílvia Sequeira iniciou o seu percurso internacional em 2019 com a estreia em Zanetto, de Mascagni, no Conservatório de Maastricht.
Rita Coelho é uma mezzo-soprano portuguesa. Iniciou a sua formação musical na Escola de Música do Conservatório Nacional e, mais tarde, concluiu a Licenciatura em Canto na Universidade de Aveiro. Completou a sua formação participando em masterclasses com Lúcia Lemos, Alexandra Bernardo, Orlanda Velez Isidro, David Santos, Jill Feldman, Ulrike Sonntag, João Paulo Santos, Helen Lawson, Brian MacKay, Pierre Mak e Anna Samuil. Esta experiência diversificada contribuiu para o seu desenvolvimento artístico.
Já interpretou diversos papéis no mundo da ópera, incluindo a Second Witch em Dido e Eneias de Henry Purcell, Nicklausse em Os Contos de Hoffmann de Jacques Offenbach, Kate Pinkerton em Madama Butterfly, La maestra delle novizie e La Suora Infermiera em Suor Angelica de Giacomo Puccini, Mrs. Nolan em The Medium de Gian Carlo Menotti e Mercedes em Carmen de Georges Bizet. Além disso, Rita conquistou reconhecimento ao vencer a segunda edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto realizado em 2025, um marco importante na sua carreira. Desde 2021, integra o Coro do Teatro Nacional de São Carlos.
Nascido na Escócia, John Pumphrey estudou canto na Royal Scottish Academy of Music and Drama. Antes disso, licenciou-se em Línguas Modernas pela Universidade de Oxford e trabalhou durante vários anos como professor, ensinando russo, alemão e francês.
Após concluir um diploma no Flanders Opera Studio, na Bélgica, iniciou a sua carreira operática em França, na Opéra National du Rhin, em Estrasburgo, onde interpretou papéis como Ernesto em Don Pasquale, trabalhando com encenadores de renome como Robert Carson e Mariam Clément.
A sua carreira levou-o depois à Alemanha, onde trabalhou durante vários anos como solista nos elencos do Theater Plauen-Zwickau, na Saxónia, e do Staatstheater Nürnberg, tendo também sido convidado como artista convidado para atuar noutros teatros e festivais alemães, incluindo o Theater Regensburg, a Munich Biennale e a Semperoper de Dresden.
Na Alemanha, interpretou papéis como Hoffmann em Os Contos de Hoffmann, Ferrando em Così fan tutte de Mozart, bem como Orfeo em Orfeo de Monteverdi, trabalhando com maestros de renome como Joana Mallwitz e encenadores como Daniel Herzog.
Desde 2016, John tem trabalhado regularmente em masterclasses com Sergei Leiferkus. Atualmente, é membro do elenco de solistas do Teatro Musical da República da Carélia, onde interpreta papéis como Pinkerton em Madama Butterfly de Puccini e Turiddu em Cavalleria Rusticana de Mascagni. Em breve, participará também numa nova produção de Tosca de Puccini, na qual está previsto interpretar o papel de Cavaradossi.
O barítono Sergei Leiferkus é amplamente reconhecido como um dos mais prestigiados artistas da cena lírica mundial. A sua notável capacidade de expressar tanto a nobreza como a vilania tornou-o célebre em papéis como Scarpia (Tosca), Iago (Otello), Rangoni (Boris Godunov), Telramund (Lohengrin) e Alberich (O Anel dos Nibelungos). Apresentou-se nos mais importantes palcos internacionais, incluindo a Royal Opera House, Wiener Staatsoper, Deutsche Oper Berlin, Scala de Milão, Metropolitan Opera de Nova Iorque, Opéra Bastille de Paris, e em festivais como Salzburgo, Glyndebourne e Edimburgo.
O seu vasto repertório inclui cerca de 50 papéis, entre eles Eugene Onegin, Nabucco, Macbeth, Simon Boccanegra, Don Giovanni e Parsifal, com especial destaque para a música russa dos séculos XIX e XX. Recentemente, acrescentou ao repertório Lulu de Berg, A Raposinha Matreira de Janáček e obras contemporâneas de Peter Eötvös e Alexander Raskatov. No domínio sinfónico, atuou com as mais prestigiadas orquestras e maestros, como Abbado, Gergiev, Levine, Mehta e Muti, destacando-se nas Canções e Danças da Morte de Mussorgsky e na Sinfonia n.º 13 de Shostakovich. Atualmente, é Diretor Artístico do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, em parceria com o pianista Adriano Jordão.
A OCCO – Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras foi fundada em 1999. É uma formação musical, apoiada pela Direção-Geral das Artes e pelas Câmaras Municipais de Cascais e Oeiras e conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República Portuguesa.
Considerada uma das mais relevantes formações do género em Portugal, a OCCO tem desenvolvido uma intensa atividade artística, em território nacional e no estrangeiro. Anualmente, apresenta uma temporada intensa que integra concertos sinfónicos, recitais de música de câmara e animações musicais em Cascais e Oeiras, contando com a colaboração de prestigiados solistas nacionais e internacionais.
Em 2008, a OCCO criou o primeiro Conservatório de Música, no concelho de Cascais, reconhecido pelo Ministério da Educação. A partir de 2014, passou a promover encontros internacionais, para jovens instrumentistas e criou a Academia de Direção, envolvendo jovens maestros de diferentes nacionalidades, com o objetivo de reforçar a sua projeção internacional. Mantém ainda um protocolo de colaboração com o Concurso Nacional Prémio Jovens Músicos da RDP – Rádio Difusão Portuguesa.
Em 2015, com o apoio da autarquia, foi criado o projeto Cascais Sinfónica, ampliando a oferta musical do concelho. Desde 2019, a OCCO organiza, em parceria com a Casa Cadaval e a Quinta de Casal Branco, o Festival Entre Quintas.
A OCCO foi fundada e é, atualmente, dirigida pelo Maestro Nikolay Lalov.
Nascido em Sófia, na Bulgária. Terminou a Escola de Música Nacional “L. Pipkov” com medalha de ouro, atribuída pelos altíssimos resultados obtidos durante os estudos. Diplomou-se na Academia Nacional da Bulgária como violinista e, mais tarde, completou o curso de direcção da orquestra na mesma instituição. Foi o mais jovem professor de violino a trabalhar na prestigiada escola de música da Bulgária: Escola Nacional “L. Pipkov”. Reside em Portugal a partir de 1989. Como violinista e maestro N. Lalov gravou para a Rádio Nacional Búlgara e para a Rádio Difusão Portuguesa. Tocou e dirigiu orquestras em muitos países europeus e nos EUA. Foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural (Oeiras 2003) e com o Diploma dos Ministérios de Negócios Estrangeiros e da Cultura da Bulgária (2003 e 2017). Em 2004, foi-lhe atribuído o título Académico Correspondente da Academia de Música de Valência.
Em 2009, foi considerado “Profissional do Ano” pelo Rotary Club Cascais e em 2017, foi distinguido com título “Membro Honorário do Rotary Club–Oeiras”.
O Coro Sinfónico Lisboa Cantat, fundado em 1977, é uma das mais prestigiadas formações corais portuguesas. Com cerca de 80 elementos e direção artística de Jorge Carvalho Alves desde 1986, distingue-se pela versatilidade do seu repertório e pela excelência das suas interpretações.
Ao longo da sua trajetória, colaborou com as principais orquestras portuguesas e com importantes ensembles internacionais, apresentando-se nas mais emblemáticas salas de concerto do país. O seu vasto repertório abrange grandes obras sinfónico-corais, ópera, música contemporânea e repertório a cappella, com especial destaque para a promoção e divulgação da música portuguesa.
Inês Thomas Almeida é doutorada em musicologia histórica pela Universidade Nova de Lisboa (NOVA) e Professora Auxiliar Convidada na mesma instituição. Em 2025 foi Professora Convidada FLAD/Saab na University of Massachusetts Lowell, EUA e em 2026 será Professora Convidada do Instituto de Musicologia da Universidade de Münster, Alemanha.
É criadora e docente do curso Mulheres Compositoras: História da Composição no Feminino desde a Idade Média até ao Século XXI na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA. É Professora Convidada no Doutoramento em Estudos de Género da NOVA FCSH /ISCSP-UL/NOVA School of Law.
É Investigadora do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança da NOVA FCSH e Co-Coordenadora da Linha Temática de Investigação em Estudos de Mulheres, Género e Sexualidade. O seu projecto de investigação FEMUS 18 – Espaços e Perfis de Mulheres na Música em Portugal no século XVIII está financiado pela FCT para 2024–2030. É Coordenadora de Comunicação Científica da Ação COST Print Culture and Public Spheres in Central Europe (1500–1800), financiada pela UE para 2024-2028 e que engloba 203 investigadores de 36 países.
As suas áreas de investigação em musicologia histórica incidem sobre música do século XVIII, relatos de viagem, mulheres na música, romanceiro antigo, estudos lusófonos e pós-coloniais, e redes culturais transnacionais.
Foi Comissária-Adjunta da exposição comemorativa de Madalena de Azeredo Perdigão, na Fundação Gulbenkian, e co-autora, com Rui Vieira Nery, do livro Vamos Correr Riscos: Textos escolhidos de Madalena de Azeredo Perdigão (Tinta-da-China, 2023).
Tem várias publicações em revistas especializadas e mantém uma presença regular como palestrante em colóquios nacionais e interncionais. Tem sido convidada como conferencista pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelas universidades de Harvard, Yale, Brown, Madrid e Viena.
Foi incluída pela CIG – Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género na lista Mulheres pela Igualdade, que distingue mulheres na ciência, política, cultura e activismo.
Nascido em Sófia, na Bulgária. Terminou a Escola de Música Nacional “L. Pipkov” com medalha de ouro, atribuída pelos altíssimos resultados obtidos durante os estudos. Diplomou-se na Academia Nacional da Bulgária como violinista e, mais tarde, completou o curso de direcção da orquestra na mesma instituição. Foi o mais jovem professor de violino a trabalhar na prestigiada escola de música da Bulgária: Escola Nacional “L. Pipkov”. Reside em Portugal a partir de 1989. Como violinista e maestro N. Lalov gravou para a Rádio Nacional Búlgara e para a Rádio Difusão Portuguesa. Tocou e dirigiu orquestras em muitos países europeus e nos EUA. Foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural (Oeiras 2003) e com o Diploma dos Ministérios de Negócios Estrangeiros e da Cultura da Bulgária (2003 e 2017). Em 2004, foi-lhe atribuído o título Académico Correspondente da Academia de Música de Valência.
Em 2009, foi considerado “Profissional do Ano” pelo Rotary Club Cascais e em 2017, foi distinguido com título “Membro Honorário do Rotary Club–Oeiras”.
A Orquestra Sinfónica de Cascais é um projeto que foi iniciado em 2015 e tem como objetivo completar a oferta musical do concelho de Cascais. Aproveitando a estrutura da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (OCCO), foi iniciada uma temporada de entre 4 a 6 concertos por ano com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e do Conservatório de Música de Cascais. Fazem parte da Sinfónica de Cascais, músicos efetivos da OCCO, professores do Conservatório de Música de Cascais e jovens instrumentistas selecionados em audições públicas.
Os concertos sinfónicos, com o seu interessante repertório e solistas convidados, rapidamente se tornaram uma referência para o público de Cascais e de toda a região, que aderiu com grande entusiasmo. Os espetáculos realizados no Auditório Senhora da Boa Nova e as participações nas Festas do Mar comprovaram a expectativa com o impressionante número de público de todas as idades.
Desde a sua estreia, a Sinfónica de Cascais já atuou com solistas de grande relevo internacional como Artur Pizzaro, Rinaldo Zhok, Diego Cavazzin, Daniela Banasova e Douglas Nasrawi, Romain Garioud, mas também com algumas das grandes promessas nacionais e internacionais como Vasco Dantas, Cristiana Oliveira, Anna Paulová, Lilia Donkova, Anastasia Kobekina e Sofia Vasheruk. A Sinfónica de Cascais foi dirigida pelo maestro Richard Rosenberg.
A Sinfónica de Cascais é dirigida pelo maestro Nikolay Lalov, seu Diretor Artístico.
Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.
Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.
Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.
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Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
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Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.
Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.