A soprano Defne Celik, laureada na 2.ª edição do Cascais Ópera – Concurso Internacional de Canto, regressa a Portugal para uma digressão de quatro concertos com a Orquestra Alma Mater, dando continuidade ao percurso artístico iniciado no concurso.
Distinguida com o 3.º Prémio e o Prémio Melhor Cantor até aos 25 anos, Defne Celik foi também escolhida pelo maestro João Baptista Branco para receber um contrato artístico, um dos prémios atribuídos pelo Cascais Ópera com o objetivo de criar oportunidades profissionais concretas para os seus participantes.
Entre 4 e 11 de julho, a jovem soprano interpretará a monumental Carmina Burana, de Carl Orff, em Torres Novas, Castelo Branco, Caldas da Rainha e Figueira da Foz, integrando o elenco de solistas ao lado do tenor Pedro Rodrigues e do barítono Tiago Amado Gomes, sob direção musical de João Baptista Branco. E dos coros: Coro Infantil do Choral Phydellius; Coro do Estágio Coral Alma Mater; Choral Phydellius; Spatium Vocale sob a direção do Maestro do Coro Paulo Lourenço.
Em Carmina Burana, Defne Celik assume um dos papéis solistas mais marcantes da obra. Ao longo das árias Stetit puella, In trutina e Dulcissime, dá voz a uma personagem que percorre um intenso caminho emocional, da inocência ao desejo e da dúvida à entrega, numa escrita vocal que exige lirismo, sensibilidade e grande maturidade interpretativa.
Para João Baptista Branco, a escolha da soprano confirmou-se naturalmente após a sua participação no Cascais Ópera:
“Carl Orff escreveu este papel para uma soprano lírica capaz de transmitir autenticidade, fragilidade e calor humano. Reconheci essas qualidades em Defne Celik durante o Cascais Ópera e foi por isso que lhe atribuí este contrato.”
A digressão representa mais um exemplo da missão do Cascais Ópera: transformar distinções em oportunidades reais de carreira, aproximando jovens artistas de teatros, festivais, orquestras e agentes culturais.
Em apenas três edições, o Cascais Ópera criou mais de 30 oportunidades profissionais para os seus participantes, através de contratos, concertos, audições e convites internacionais, afirmando-se como uma plataforma de projeção da nova geração de cantores líricos.
A colaboração com a Orquestra Alma Mater reforça este compromisso, demonstrando que o impacto do concurso se prolonga muito para além da competição e continua a abrir novos palcos aos seus laureados.