A Leitão & Irmão Joalheiros,foi fundada em 1822 e é reconhecida pela sua ligação histórica à monarquia portuguesa, tendo sido nomeada Joalheiros da Coroa. Ao longo de gerações, destacou-se pela excelência artesanal, pelo rigor técnico e pelo uso de materiais nobres, criando peças que combinam tradição e inovação. A marca mantém ainda hoje um papel relevante na alta joalharia e ourivesaria nacional, sendo sinónimo de qualidade, elegância e património cultural.
O que o emocionou pela primeira vez na ópera?
Permitam-me a intimidade. A minha mãe.
Desde o início dos anos sessenta ia todos os anos à ópera em Berlim. Não em Viena de Áustria, nome mais conspícuo para a Ópera, mas na Staatsoper, na célebre avenida Unter den Linden (sob as Tílias), então situada na Alemanha do Leste. A minha mãe podia entrar e sair por ter adquirido a nacionalidade portuguesa. Mais tarde, após a queda do Muro de Berlim, a minha mãe voltou como cidadã alemã.
Por razões que não musicais, conheci desde cedo o universo da ópera e a sua força de atração. A ópera esteve presente em diferentes momentos e histórias de vida, tornando-se uma referência constante.
Como se sente ao contribuir para o início de uma carreira artística?
Contribuímos na medida que nos é própria para levar Portugal pelo caminho internacional da excelência. Numa frase: “Art has no boundaries”.
Os números são uma linguagem universal — qualquer pessoa com noções básicas de aritmética os compreende, independentemente da língua que fala. A música funciona de forma semelhante: quem a conhece entende-a, mas, na verdade, mesmo quem não tem formação musical sente o que ela transmite.
Que impacto considera que um concurso internacional como o Cascais Ópera pode ter na cultura em Portugal?
Um concurso internacional do nível do Cascais Ópera recoloca o País ao nível do melhor que se faz no mundo. No mínimo uma satisfação e uma luz no horizonte.
Que legado gostaria que esta parceria deixasse?
A aposta no futuro. A convicção de que é possível e de que a excelência deve ser acarinhada.
Investir nos jovens é criar condições para o mundo que vamos construir e onde iremos viver.