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“A questão artística revela-se ao longo dos anos”

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Nelson Rubens Kunze, fundador e diretor da Revista Concerto

Nelson Rubens Kunze fundou a Revista Concerto no Brasil e há décadas acompanha a vida lírica no país e no mundo. Chegou ao Cascais Ópera por um encontro casual: foi no Festival Amazonas de Ópera que conheceu Alexandra Maurício e Adriano Jordão, que lhe contaram o projeto. “O festival era muito novo naquela oportunidade, acho que tinha só uma edição”, recorda. Desta vez, veio como convidado para cobrir o concurso para a revista. E ficou impressionado.

“Estou surpreso com a internacionalização do festival”, diz. “Candidatos vindos de diversos lugares do mundo, diversas nacionalidades, quase 500 inscrições. Achei impressionante”. O júri também o surpreendeu – “muito representativo do melhor que há na ópera no mundo, também de carácter muito internacional”.

O concurso como plataforma, não como julgamento final

Para Nelson Kunze, os concursos têm um valor imenso, mas é preciso saber lê-los corretamente. “O concurso sempre é uma oportunidade para o artista encarar o palco, se apresentar. Esse é um momento sempre crucial na formação dos artistas, de estarem preparados para isso”. Mas vai muito além disso: o networking, os contatos que se fazem, as conversas que abrem portas para concertos em outros países.

E há uma ressalva que considera fundamental. “O concurso acaba sendo mais uma apreciação técnica do desempenho. A questão artística revela-se ao longo dos anos”. Por isso, nem sempre quem ganha o primeiro prémio é quem vai fazer a carreira mais expressiva. “Muitas vezes você tem dez finalistas excelentes e aquele que ganha naquele momento não é necessariamente o artista que vai fazer a grande carreira”.

Eventos paralelos e a missão mais ampla

O que distingue o Cascais Ópera, diz Nelson Kunze, é precisamente o que acontece fora da competição. “Os eventos paralelos são super importantes. Aqueles que acabam eliminados têm a oportunidade de trabalhar com grandes mestres e, de qualquer maneira, o concurso cria um networking, as pessoas se conhecem, conversam e conseguem articular-se para outros concertos noutros países”.

E há uma dimensão mais ampla que aprecia: as masterclasses e os concertos abertos ao público. “O concurso tem essa finalidade de fazer com que a ópera seja mais conhecida. É uma luta de todos nós no mundo inteiro – fazer com que o género ópera ganhe uma certa atualidade, volte a ter um interesse mais amplo e não só do amante da ópera ou do especialista. Que ganhe também um público mais amplo”.

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Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.

Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.

Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.

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Cascais ópera

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Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.

Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.

Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.

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