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“Um concurso não serve apenas para que três cantores ganhem”

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Fernando Sans Rivière, diretor da revista Ópera Actual

Fernando Sans Rivière dirige há mais de três décadas a Ópera Actual, a revista de referência do mundo lírico de língua hispânica. Viu nascer e consolidar-se dezenas de concursos internacionais. E quando fala do Cascais Ópera, fá-lo com a autoridade de quem conhece o panorama completo, e a clareza de quem sabe reconhecer algo diferente.

“O nível que estou a ver é muito alto”, afirma, depois de ter assistido ao Concerto de Semifinalistas. “Apresentaram-se quase 500 cantores e isso demonstra a quantidade de jovens que querem dedicar-se à ópera e a preparação que têm”. Um nível que sublinha não ser uniforme. “Há sempre alguns mais destacados”, mas que em conjunto reflete um estado de saúde notável do canto jovem internacional.

O que distingue este concurso

Para Fernando Sans Rivière, o que torna o Cascais Ópera singular não é apenas a qualidade do júri nem a internacionalidade dos participantes. É a filosofia que está por detrás do projeto. “O surpreendente é que tem muito poucas edições – estamos na terceira – mas está a trabalhar muito bem, está a atrair muitos cantores internacionais, tem um júri muito importante e está a fazer masterclasses”.

E aí está a chave. “Isso diferencia-o de outros concursos: não só ouve cantores jovens à procura dos melhores, como os ajuda na sua formação e dá um concerto aos semifinalistas, o que normalmente não acontece em nenhum outro concurso”. Uma modalidade que, segundo ele, explica precisamente que o concurso atraia cada vez mais participantes.

A formação como finalidade

“Um concurso não serve apenas para que um ou três cantores ganhem os três primeiros prémios”, diz com convicção. “Forma todos os cantores mesmo que não passem à semifinal: permite trabalhar com pianistas, ouvir-se e comparar-se com outros cantores jovens como tu, e subir a um palco.” Tudo isso, insiste, forma os cantores e permite que cresçam e se tornem mais profissionais.

Três décadas a cobrir o mundo lírico ensinaram-lhe que as carreiras não se constroem num momento. E que os concursos que entendem isso – que olham para além do pódio – são os que deixam uma marca verdadeira.

OUTROS ARTIGOS

Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.

Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.

Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.

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Cascais ópera

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Over the past three decades, primarily in London, Portugal and Amsterdam, Dr Jorge Balça
has developed a strong portfolio of work and a unique combination of skillsets – as a stage
director (of theatre, opera, and hybrid forms), a teacher and workshop leader, a presentation
skills, acting and creativity coach, and practice-based researcher. His work in all these
domains is distinguished by his commitment to and skill in making fantasy and invention
emerge from precise knowledge and training – and by his ability to inspire a similar alchemy
in his collaborators.

Classically trained as an actor and countertenor, he studied theatre directing in London and
Moscow, specialising in Shakespeare, techniques of adaptation, Meyerhold and commedia
dell’arte. Jorge also holds a PhD exploring the dramatic training of opera performers.
With a love for site-specific projects and collaborative forms, and an equal flair for comedy
and drama, his work is dramaturgically inventive, visually striking, and physically engaged.
He was the artistic director of Bloomsbury Opera and associate director of The Opera
Makers, both in London. In Portugal, he has recently directed L’Heure Espagnole and The
Turn of the Screw at Centro Cultural de Belém, and Don Giovanni and La Voix Humaine at
Festival de Ópera de Óbidos.

Jorge is committed to his work as a teacher, having taught at the Dutch National Opera
Academy, Morley College London, Universidade de Évora and other institutions. He
maintains an international coaching private practice and is the acting coach at the Neil
Semer Vocal Institute in Italy.

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